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Physical Intelligence: A Nova Fronteira dos Cérebro Robóticos de Lachy Groom

Image Credits:Connie Loizos for TechCrunch

O Futuro da Robótica: Inside a Physical Intelligence

Quando pensamos em robôs, muitas vezes imaginamos máquinas futuristas que podem muito mais do que apenas seguir comandos. Elas podem aprender e se adaptar ao nosso ambiente, e é isso que a Physical Intelligence, uma startup em São Francisco, está explorando. Vamos mergulhar nesse mundo fascinante e descobrir como essa empresa une tecnologia e inteligência de uma maneira inovadora.

Uma Entrada Surpreendente

Ao se aproximar da sede da Physical Intelligence, o que mais chama atenção é um pequeno símbolo de pi na porta, um detalhe que poderia facilmente passar despercebido. Mas, ao entrar, você é imediatamente envolvido por uma atmosfera vibrante e caótica. Este não é um escritório típico; não há recepção brilhante ou logotipos iluminados. Em vez disso, você encontra uma grande sala industrial, com mesas de madeira clara espalhadas, algumas preparadas para o almoço, outras cheias de peças de robótica, fios bagunçados e monitores.

Imagine ver um robô tentando dobrar uma calça. Não é uma cena de filme, mas um experimento real acontecendo aqui! Outro robô tenta virar uma camisa do avesso, enquanto um terceiro parece ter encontrado sua vocação: descascar abobrinhas com uma precisão surpreendente. Esses robôs estão em treinamento, aprendendo funções aparentemente simples que, para nós, são tarefas cotidianas.

A Comparação com ChatGPT para Robôs

Sergey Levine, um dos cofundadores da Physical Intelligence e professor na Universidade da Califórnia, Berkeley, explica que o que estamos vendo é um ciclo contínuo de aprendizado. “É como o ChatGPT, mas para robôs”, ele diz. Os dados coletados por esses robôs em diferentes ambientes, como casas e armazéns, são utilizados para treinar modelos que representam uma inteligência robótica mais geral. Isso significa que, quando um novo modelo é treinado, ele passa por estações como a que estamos visitando para ser avaliado e aprimorado.

Levine detalha que o robô que tenta dobrar a calça é um projeto experimental, assim como o que lida com a camisa. Cada robô representa uma tentativa de ensinar habilidades que podem ser aplicadas a outras tarefas, como virar uma camisa ou descascar uma maçã. A meta aqui é que um robô possa aprender a realizar várias atividades com eficiência.

Um Laboratório para Robôs

Dentro da sede, existe uma cozinha, não para os funcionários, mas para os robôs! Imagine um maquinário de espresso projetado para fazer bebidas que servem como dados para treinamentos. Cada latte espumado não é um prazer para os engenheiros ali presentes, mas uma nova fonte de informação para aprimorar as habilidades dos robôs.

Os robôs que utilizam hardware relativamente simples e acessível, com custos ao redor de $3.500. Embora alguns possam achar isso caro, é interessante saber que o custo de produção poderia ser reduzido significativamente se fizessem tudo internamente. A ideia, segundo Levine, é que uma boa inteligência pode superar limitações de hardware.

O Curioso Caso de Lachy Groom

Além de Levine, encontramos Lachy Groom, um jovem investidor que tem um histórico impressionante. Desde cedo, ele fez seu nome em Silicon Valley, vendendo sua primeira empresa em apenas nove meses após a criação. Com um rosto que remete aos “meninos-prodígios” do Vale do Silício, ele agora dirige sua atenção para a Physical Intelligence por suas inovações em robótica.

Enquanto conversamos, ele fala sobre seu envolvimento com a robótica desde a infância, quando brincava com Lego Mindstorms. O investimento nessa startup não era algo que ele havia planejado, mas se tornou uma paixão ao perceber as inovações promovidas por pesquisadores como Levine e Chelsea Finn.

O Futuro do Investimento em Robótica

A Physical Intelligence já levantou mais de um bilhão de dólares e, quando perguntado sobre sua estratégia de financiamento, Groom menciona que a empresa não tem um cronograma de comercialização. Essa é uma posição incomum para investidores, mas a visão da empresa é clara: eles priorizam a pesquisa e o desenvolvimento, mesmo que isso signifique adiar lucros a curto prazo.

Groom acredita que o sucesso não se trata apenas de dinheiro, mas de ter boas ideias com um bom time no momento certo. E o que é de se admirar é que, apesar da incerteza, suas soluções já estão sendo testadas em diversos setores.

Abordagem Unificada para a Autonomia

A Physical Intelligence busca criar um aprendizado cross-embodiment, onde, se um novo hardware surgir, eles não terão que começar tudo do zero. A ideia é que o conhecimento acumulado possa ser aplicado a novas plataformas de robótica de maneira simplificada.

Com parcerias em andamento em diferentes setores, como logística e até mesmo fabricantes de chocolate, a empresa já consegue identificar tarefas que podem ser automatizadas. Essa abordagem de “qualquer plataforma, qualquer tarefa” é uma tentativa de ampliar suas oportunidades de sucesso.

O Contexto Competitivo

Mas a Physical Intelligence não está sozinha. Outras empresas, como a Skild AI, também estão competindo por um espaço no mercado de robótica. A Skild AI já está implantando suas soluções comercialmente e rapidamente ganhou notoriedade e receita substancial. Enquanto a Physical Intelligence se concentra puramente na pesquisa, a Skild busca uma abordagem mais comercial, acreditando que isso pode gerar um ciclo de melhoria do modelo com o uso prático.

A Caminho do Futuro

A Physical Intelligence é uma homenagem ao potencial humano e à capacidade de inovação. Apesar das dificuldades inerentes ao trabalho com hardware e a complexidade de ensinar robôs a realizar tarefas cotidianas, a equipe está animada com o progresso feito até agora. E, embora os resultados práticos e o retorno sobre investimento ainda estejam longe, a clareza de propósito da empresa é admirável.

Com cerca de 80 funcionários, há planos de expansão, mas na visão de Groom, isso deve ser feito de forma controlada. O desafio é imenso: hardware é difícil de trabalhar e cada peça pode apresentar obstáculos. Mas a crença de que estão no caminho certo é palpável.

Conclusão: A Riqueza de Potencial

O que podemos esperar do futuro da robótica? A dúvida persiste. As perguntas são tão diversas quanto as soluções possíveis. As incertezas sobre o desejo real de pessoas por robôs em suas casas, questões de segurança, e o impacto que a automação trará à sociedade ainda precisam ser debatidas. É um mundo em construção.

Mas, com pessoas como Lachy Groom e Sergey Levine liderando o caminho, a possibilidade de um futuro onde robôs não só executam tarefas, mas se adaptam e aprendem com o ambiente é algo que não podemos ignorar. Enquanto o progresso continua, vale a pena observar o que a Physical Intelligence ainda pode nos surpreender. A verdadeira inovação frequentemente é sobre entender e atender às necessidades humanas de maneiras que muitas vezes nem imaginamos ser possíveis.

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